domingo, 22 de abril de 2012

What hurts the most is being so close

 Esses dias eu chorei, mas só por dentro. Porque eu precisei ser tão forte por ele, que eu não poderia me dar ao luxo de chorar, nem mesmo escondida. Ele precisou de mim, e eu tomei isso como uma missão, eu não deixaria ele na mão.
 Mas na volta pra casa minha mente dava voltas no mundo inteiro, buscando uma razão para aquela confusão toda. O meu melhor amigo estava sofrendo por um amor que escolheu ir, da maneira mais dura, sem nem sequer dizer adeus.
 E foi difícil, foi difícil desde o momento em que eu fechei os olhos ao telefone após ouvir a realidade que eu preferia renunciar. Quando se é jovem não se tem uma noção do ir embora de verdade, a gente sempre acha que pode dar um jeito, e não deu.
 E eu fui até ele com o coração partido e com o corpo todo sentindo a minha dor e a dele. Desejando que ele não sofresse tanto, que ele não pensasse tanto, que ele não se culpasse. Desejando mil coisas que eu sabia serem impossíveis.
 E no meio disso tudo eu só tinha uma certeza: eu o amava. Eu segurava a sua mão e desejava que fosse um pesadelo. Mas ele foi forte, mesmo tendo o direito de ser fraco! E eu o amei ainda mais por isso.
 LUTO