Mas na volta pra casa minha mente dava voltas no mundo inteiro, buscando uma razão para aquela confusão toda. O meu melhor amigo estava sofrendo por um amor que escolheu ir, da maneira mais dura, sem nem sequer dizer adeus.
E foi difícil, foi difícil desde o momento em que eu fechei os olhos ao telefone após ouvir a realidade que eu preferia renunciar. Quando se é jovem não se tem uma noção do ir embora de verdade, a gente sempre acha que pode dar um jeito, e não deu.
E eu fui até ele com o coração partido e com o corpo todo sentindo a minha dor e a dele. Desejando que ele não sofresse tanto, que ele não pensasse tanto, que ele não se culpasse. Desejando mil coisas que eu sabia serem impossíveis.
E no meio disso tudo eu só tinha uma certeza: eu o amava. Eu segurava a sua mão e desejava que fosse um pesadelo. Mas ele foi forte, mesmo tendo o direito de ser fraco! E eu o amei ainda mais por isso.
LUTO

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