terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nosso amor era confortável e tão à vontade

  


  Estava deitada em um banco no parque, me sentindo calma como quem está em um refugio. Enquanto esperava ele chegar, fiquei olhando a paisagem. Arranha-céus, muita gente na calçada, e o metrô sempre lotado. Mas lá, naquele parque, só havia verde, pessoas lendo e crianças brincando. Incrível a felicidade de poder ficar em paz no meio de tanta loucura da cidade grande. Mas eu sabia que tudo ia melhorar ainda mais quando ele chegasse.
  Ele chegou, depois de dez ou vinte minutos. Veio em minha direção, tratando logo de fazer uma graça pra me arrancar o primeiro sorriso do dia. Pronto, agora sim estava perfeito ! 
  Durante aquela tarde me peguei pensando em coisas que soavam até meio piegas, como " incrível como os olhos dele brilham ao sol " ou " sou a pessoa mais sortuda do mundo, por tê-lo comigo ". 
  É, eu que tanto fingi, eu que tanto fugi... Eu estava ali e quem passava me via como se fosse em um filme romântico: feliz e apaixonada. Não adiantou fingir, estava muito na cara agora. Não adiantou fugir, ele me alcançou com seus olhos brilhantes, com seus defeitos irritantes, me arrancando mil sorrisos por dia e me fazendo ser aquilo que eu sempre desejei ser: amada!

Nenhum comentário:

Postar um comentário