quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

" Tudo que em mim se anunciava rude, nele se mostrava doce... "

 




  Eu já não sentia vontade de perdoá-lo por seus antigos erros. Sabe quando dá vontade de não ter passado, para não ter lágrimas e tombos enormes que doem até hoje? Então, eu estava assim. Paralisada, congelando no parapeito da sacada, assistindo ele ir embora da minha vida. Fria, ressentida. Talvez querendo que ele sentisse um pouco daquela dor, que ele tivesse um minuto de desespero. Que se perdesse por alguns instantes.
  Mas que maldade, querer que ele passasse por algo assim. Ele era doce, era meu. Havia errado, mas eu também errei ! Foi quando eu percebi que eu precisava perdoar, assim como ele perdoou os meus erros. Se ele fosse embora por minha causa, seria mais lágrimas, mais um tombo. Eu não estava pronta para afundar, não dessa vez ! 
  Mandei uma mensagem, escrevi : " Olhe para trás! ". Que era pra ver se ele me via indo atrás dele.
  Ele respondeu: " Então não olhe para trás ". Que é pra ver se eu esqueço o passado e sigo ao lado dele!

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